quarta-feira, 27 de julho de 2011

o problema da maconha é a larica que ela dá

  Simplesmente fumar maconha não pode. Não pode porque este é um país em que é proibido fumar maconha. Começa por aí. Se aqui fosse a Holanda, tudo estaria resolvido, e seria permitido fumar. Mas não é assim, então não pode fumar maconha. Mas, vamos supor que aqui fosse a Holanda, e eu fosse uma holandesa quarentona, chegando aos cinquentinha,e que resolveu estourar a nova década com um corpão apresentável, pra competir com trintona, se ela bobear. Bom, se eu sou uma holandesa assim, eu devo ter fumado um por esses dias e percebido que, no custo e benefício, a maconha não é legal pra quem quer ficar bonita e sexy aos cinquenta.
  O principal problema é a larica que a maconha proporciona ao seu usuário. Larica é uma gíria de maconheiro velho, que significa fome, vontade de comer. Comer na fase de larica significa, por sua vez, ficar apenas mastigando tudo o que vier na frente, com um olhar perdido. A pessoa enlouqueceu comendo. Daí vem a famosa expressão 'pirou na maionese', que é quando o usuário fica com olhar perdido comendo a mesma maionese, sem nem mesmo ter vontade de continuar fazendo isso. O resultado são alguns carboidratos e gorduras a mais, que vão ser depositados na barriga, nas costas, no bumbum; tudo depende do lugar do corpo que estiver mais gordo e feio: é lá que essa gordura vai se instalar confortavelmente, e será árdua a tarefa de realizar exercícios contínuos, até que o metabolismo recolha essa tralha suja e  recém-adquirida, e a use na queima de combustível para a vida.
  Se não fosse o problema de pirar na maionese, ou na batatinha, ainda há a questão dos batimentos cardíacos.
  Se nós vamos para a academia realizar um treino intenso, sabemos que é preciso contar os próprios batimentos cardíacos para que as máquinas de perder peso funcionem corretamente ( tanto a esteira, quanto o transport, ou mesmo uma aula de bike necessitam de que se saiba o número exato de batimentos cardíacos por minuto), e  um relógio com frequencímetro especial, o popular 'polar' pode fornecer esse cálculo em tempo real. Porém,se estamos sob o efeito de um beke, jaskinho, pamber, beata, maconha, marijuana, manga rosa, enfim, de um baseado, então acontece o inevitável.
   A maconha, também conhecida como cannabis sativa, age no organismo de modo a acelerar os batimentos cardíacos. Até há hoje um estudo informando de que não há diferença entre maconha e cocaína quanto à atuação na aceleração cardíaca. E, com dados falsos, não podemos colocar nossos verdadeiros batimentos nas máquinas.
  'Tudo bem', vão dizer, os batimentos do cara chapado vão ser os batimentos reais, põe esse valor na máquina. Mas aí a máquina vai trabalhar com dados que não serão os reais para o emagrecimento. Por exemplo, a gordura se queima a 65% do ritmo cardíaco, mas a maconha fez a rotação ir naturallmente para 80%. Como fazer o coração pulsar mais devagar, se, antes mesmo de subir na máquina, já estamos numa rotação superior a da queima de gordura?
  Então, não dá pra queimar gordura artificialmente. Só correndo. E cá entre nós, quem já está sobrecarregando o coração sem mover uma palha, pode sobrecarregá-lo mais, para uma corrida natural,sem máquinas nem aditivos? Eu não quero arriscar.
  Mas uma musculação rola.
  Se eu não fosse correndo pirar no biscoitinho, morta de larica, quando fumasse um, eu até cortava naquele dia a parada do aeróbico e ficava só com a musculação. Mas não rola assim. A larica vem pra todos. E a gordura também. Não dá pra ser. Não dá.

Um comentário:

  1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk ri nuito com essa postagem, muito boa!!! Você envolve bem as palavras, adorei!

    PARABÉNS pelo blog!
    Beijos

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